But I love it when you read to me
And you can read me anything
Sábado, Novembro 21, 2009
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Post mortem - Estágio Um
Imerso no legoviro
admito o luto
da criação
Morrera no exato momento em que sentiu-se pronta
Hoje é dia de sombras
onde o antes de tudo
nega
em águas paradas
simulacro nos olhos
à vista em frente
espera
espera
sangrar outra vez a dor de por-se a nascer incólume
angústia que a liberta
admito o luto
da criação
Morrera no exato momento em que sentiu-se pronta
Hoje é dia de sombras
onde o antes de tudo
nega
em águas paradas
simulacro nos olhos
à vista em frente
espera
espera
sangrar outra vez a dor de por-se a nascer incólume
angústia que a liberta
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Carta
Porto Alegre, 08 de novembro de 2009.
Olá,
Escrevo, pois preciso lhe contar que há muito não nos falamos. Tenho sede da tua voz. Os desertos acumulam-se em minha garganta. Dá-me um oásis.
Peço-lhe que seja breve em responder, mesmo que rabiscando sua língua em minha saliva árida.
Abraços
PS: Teria a areia soprado em nossos olhos? Teríamos emudecido uma caligrafia possível?
Olá,
Escrevo, pois preciso lhe contar que há muito não nos falamos. Tenho sede da tua voz. Os desertos acumulam-se em minha garganta. Dá-me um oásis.
Peço-lhe que seja breve em responder, mesmo que rabiscando sua língua em minha saliva árida.
Abraços
PS: Teria a areia soprado em nossos olhos? Teríamos emudecido uma caligrafia possível?
Quinta-feira, Outubro 15, 2009
Dramaturgico
Dia maremoto
O dito
mal interpretado
O lido
mal diagnosticado
O gozo
interrompido
nu
ato
fecha-se a boca de cena
apaga-se a ribalta
Não há ponto
nem aplauso
só o silêncio perdura entre as tuas pernas
O dito
mal interpretado
O lido
mal diagnosticado
O gozo
interrompido
nu
ato
fecha-se a boca de cena
apaga-se a ribalta
Não há ponto
nem aplauso
só o silêncio perdura entre as tuas pernas
Domingo, Setembro 27, 2009
Domingo, Setembro 13, 2009
Terça-feira, Setembro 08, 2009
Sábado, Agosto 29, 2009
O que estou lendo

Terra Sonâmbula é um romance em abismo, onde as histórias vividas ou contadas por seus personagens mostram a desventura do povo moçambicano, castigados por prolongadas guerras concomitantes com fortes enchentes e longos períodos de seca. Sonhar, neste cenário, requer alguma ingenuidade ou então muita coragem, ainda que seja um elemento indispensável para continuar vivendo.
Leia a crítica de Rosemary Gonçalo Afonso na íntegra, aqui.
Quarta-feira, Agosto 19, 2009
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