A mão da fambroesa
lambuza o pé de maracujá
que pisca pro abacateiro
enroscado na videira
aflora o pessegueiro
espremido na amoreira
que seduz ao moranguinho
à sombra da bergamoteira
descascam-se as laranjas
enfiadas no mamoeiro
de galho dado com a jabuticabeira
inclinada sobre o coqueiro
O butiazeiro afaga a ameixeira
roçando no cajueiro
embaraça as melancias
na raiz da goiabeira
as pitangas enrubescem
descobrindo a tamareira
tocando de leve os tamarindos
entrelaçados com a romãzeira
Acerola e Ananás
se escondem atrás, ali
encobertas pelas bananeiras
emaranham-se no açaí
Kiwi flerta a mangueira
esfregando-se em graviolas
e papaya o meloeiro
acasalado na cerejeira
geléia d'água na boca
brota na tarde a delícia
desta orgia naturalista
escassa e pouca
tão pouca
Aqui, tatuo-me.
visível e invisível.
e ponto
(s)
quinta-feira, julho 13, 2006
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